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Leilão de carros: comprar carros de leilão compensa?

Leilão de carros: comprar carros de leilão compensa?

Tempo de leitura: 6 minutos

Comprar um veículo sem precisar gastar muito é o sonho de muitas pessoas. Isso faz com que os leilões de carros sejam bastante populares e despertem curiosidade. Afinal, nessa modalidade, é possível conseguir carros em bom estado e com valores até 50% abaixo da tabela.

Mas, afinal, como  funciona um leilão de veículos? As vantagens superam as desvantagens? Como lidar com as questões de regularização, seguro e desvalorização do carro?

Acompanhe esse artigo com a gente e descubra tudo isso nos próximos parágrafos!

Como funcionam os leilões de carros?

Assim como em um leilão de produtos comuns, o leilão de veículos conta com um vendedor (comitente), que anuncia um lance inicial para o produto. As pessoas interessadas, chamadas arrematantes, dão lances e vence quem der o valor mais alto — desde que ele seja maior do que o valor inicial, claro. Toda a negociação é intermediada pelo leiloeiro. 

Tanto o vendedor quanto o arrematante podem ser pessoas jurídicas ou físicas. O leiloeiro, no entanto, deve ser uma pessoa física e estar registrado na Junta Comercial de sua região. 

Ao contrário do que vemos em filmes, para participar de um leilão não basta chegar no evento e levantar o braço: se você pretende comprar um veículo em leilão, é preciso cumprir alguns requisitos e se preparar para o que pode encontrar. 

Veja alguns pré-requisitos normalmente exigidos:

  • ser maior de 18 anos;
  • ter CPF, RG ou CNH
  • ter comprovante de residência, se for Pessoa Física;
  • ter contrato social ou ata de eleição de diretoria, folha de cheque próprio, estatuto social e cartão do CNPJ, bem como a documentação dos representantes legais da empresa (RG e CPF ou CNH) e prova de representação, se for Pessoa Jurídica;
  • realizar um cadastramento prévio no site ou sede do leiloeiro responsável, em caso de leilões online.

Quais são as modalidades de leilões de carro?

Os leilões podem ser presencial ou online — a modalidade digital, inclusive, tem ganhado espaço no último ano por conta da Covid-19. Além disso, o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro determina que veículos apreendidos e não reclamados pelos proprietários em até 60 dias serão levados a leilão, realizado, preferencialmente, por meio eletrônico.

É possível encontrar também leilões mistos, com atividades online e presenciais.

O mais importante é que, em qualquer um desses casos, é fundamental que os interessados leiam o edital, que descreve todas as regras desse tipo de negociação, direitos e deveres de cada um dos envolvidos e características dos veículos.

No documento, constam informações importantes sobre o funcionamento do leilão, o leiloeiro responsável e a forma de pagamento em caso de compra de veículos. Além disso, você também pode consultar no edital o endereço do pátio onde está o veículo — ir visitá-lo antes de efetuar a compra pode ser uma ótima ideia! 

De onde vêm os veículos que são leiloados?

Antes de decidir se comprar carros em leilão é ou não um bom negócio, é importante saber de onde podem vir os veículos que são leiloados. Confira:

  1. Bancos/recuperação financeira: é o caso de veículos que foram apreendidos pela falta de pagamento do financiamento;
  2. Montadoras: normalmente são os veículos em melhor estado de conservação, pois anteriormente eram utilizados em operações internas ou testes de montadoras;
  3. Seguradoras: são veículos recuperados de furtos, roubos e até colisões, por isso exigem que os compradores tenham atenção especial em relação ao estado de conservação e à regularização;
  4. Detran/Órgãos públicos: são veículos apreendidos e não procurados pelos proprietários. O estado de conservação pode variar muito;

Quais são as regras do jogo?

Além da origem dos veículos, a venda em leilão se diferencia de uma venda em concessionária por algumas características do seu funcionamento. Entenda quais são elas:

  • os veículos têm origens e estado de conservação diversos (é possível comprar até sucatas);
  • os pagamentos são realizados preferencialmente à vista, mas, dependendo do leiloeiro e edital, é possível parcelar;
  • o leiloeiro recebe comissão, normalmente ajustada em 5% do valor do arremate;
  • irregularidades, débitos e pendências devem estar descritos no edital;
  • o comprador deverá regularizar as pendências antes de retirar o veículo;
  • arrematantes que não fazem o pagamento ficam proibidos de participar de leilões por tempo indeterminado.

Um ponto importante é que a legislação brasileira indica que débitos na Dívida Ativa, de IPVA, DPVAT e multas, não são de responsabilidade do arrematante em caso de veículos adquiridos via leilão. Mas, reforçamos mais uma vez: o comprador deve ficar atento ao edital para não cair em pegadinhas. 

Leilão de carros vale a pena, afinal?

Agora que você já entendeu as modalidades, a origem dos veículos e as regras envolvidas em um leilão de carros, confira quais são as vantagens e desvantagens desse tipo de negócio.

Vantagens

Possibilidade de comprar carros por um custo mais baixo

Trata-se do principal motivo de interesse por carros de leilão. Os valores de compra podem ser de 30% a 50% abaixo dos preços da tabela Fipe. 

Grande variedade de modelos oferecidos

É possível encontrar uma grande variedade de modelos de automóveis, desde carros populares até os mais luxuosos. Também é comum encontrar outros tipos de veículos, como motos, disponíveis para leilão.

Desvantagens

Necessidade de pagamento à vista

Nos leilões, apesar de os preços serem um atrativo especial, a prática comum é de pagamento à vista. Se você não tiver o dinheiro em mãos, comprar carro em um leilão pode não ser pra você.

Problemas com documentação e demora para liberação

A documentação pode demorar meses para ser liberada. Existe bastante burocracia envolvida nesse tipo de transação comercial e é preciso se atentar a todos os detalhes referentes à documentação do veículo para não ter dor de cabeça.

Gastos extras correm por conta do proprietário

Além do valor do lance, o comprador deve se preparar para despesas como: taxa do depósito onde o carro estava; possíveis multas e pendências; taxa para a transferência do carro para o nome do novo proprietário; reparos de pequenas avarias e manutenção preventiva; guincho do veículo.

É preciso ter atenção pra não achar que está fazendo um bom negócio e acabar pagando mais do que pagaria se comprasse o veículo de outra forma. O famoso barato que sai caro, sabe?

Como regularizar o veículo?

No geral, a nota de venda do carro é expedida após a comprovação do pagamento do boleto. Depois disso, o comprador deve retirar o veículo do pátio, promover os ajustes necessários no veículo e submetê-lo à vistoria para transferência nos termos da legislação vigente.

Por fim, basta comparecer a uma unidade de atendimento para efetivar a transferência, devendo observar o prazo de 30 dias a partir da expedição da nota de venda. Se esse prazo não for cumprido, é cobrada uma multa de averbação e o motorista pode perder pontos na carteira de habilitação. 

Documentos necessários

A documentação necessária para esse processo de regularização pode variar conforme o veículo e o estado, mas em geral inclui:

  • nota fiscal de compra do veículo no leilão;
  • documento original do Auto de Leilão;
  • comprovante original de pagamento da GRD (IPVA e taxas) do ano da realização do leilão e os demais anos subsequentes;
  • originais e cópias do documento oficial de identificação com foto, CPF, CNPJ, Contrato Social da firma e/ou individual e comprovante de residência em nome do arrematante.

Prazos

O prazo mínimo para concluir a regularização, após o início do processo de mudança de nome de proprietário, é de 90 dias, mas pode variar de uma empresa vendedora para outra.

Como fica a questão do seguro?

É possível contratar seguro para um carro adquirido em leilão. Mas, esse é mais um ponto que precisa muito da sua atenção! Em alguns casos, a seguradora pode recusar assegurar o seu veículo ou fazer isso com algumas restrições — especialmente quando tratam-se de leilões de seguradoras.

O que você precisa ter em mente é que a seguradora não pode se recusar a fazer o seguro sem, pelo menos, realizar uma vistoria técnica para avaliar as condições do carro. Além disso, ela precisa apresentar uma justificativa técnica para a negativa.

Atenção: carros com passagem em leilão podem somar até 60% de depreciação, não importa a origem. Não se esqueça de levar isso em conta na hora de optar por essa modalidade de compra.

Como não cair em cilada ao comprar um carro em leilão?

Além de todas as questões que apresentamos aqui, é preciso ficar de olho no estado de conservação do veículo. Pode ser uma boa ideia contar com a companhia de um mecânico na visita ao pátio onde o veículo está localizado. Assim, dá pra fazer uma análise bem detalhada e profissional e, se for o caso,  encontrar aqueles problemas que não são visíveis num primeiro momento. 

Agora que você já sabe tudo sobre como funciona o leilão de veículos, confira algumas dicas de como se preparar para não cair em cilada:

  • pesquise sobre a credibilidade e história do leiloeiro no mercado;
  • leia atentamente o edital do leilão;
  • consulte a placa do automóvel nos órgãos competentes, para saber a procedência dele e a existência de possíveis débitos;
  • avalie o veículo presencialmente e busque ajuda de um mecânico para isso;
  • observe a quilometragem;
  • informe-se sobre o preço praticado pelo mercado no modelo em questão para saber se a compra realmente vale a pena.

E, então? Já dá pra saber se comprar carros em um leilão é um bom negócio pra você ou se é mais interessante optar por outras modalidades de compra?

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Ana Cláudia Vieira

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