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IOF: o que é e como ele impacta as finanças?

IOF: o que é e como ele impacta as finanças?

Tempo de leitura: 4 minutos

Quem já entrou no crédito rotativo ou comprou moeda estrangeira provavelmente conhece essas três letrinhas: I-O-F. Afinal de contas, esse IOF é o quê? E quem precisa se “preocupar” com ele?

A sigla é para Imposto Sobre Operações Financeiras e, além das situações que mencionamos, está presente em algumas outras operações de crédito. Assim, pode interessar a bastante gente.

Veremos mais sobre isso ao longo deste post para que você entenda que operações são essas e como esse imposto impacta a sua vida. Bora? Boa leitura!

O que é IOF?

O IOF é um imposto federal cobrado tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas quando realizam uma operação financeira.

Esse imposto é composto por duas alíquotas diferentes: a diária e a fixa. A alíquota é um percentual que é descontado do valor de algo ― no caso, das operações financeiras. A regra é a seguinte:

  • porcentagem variável: usada quando a alíquota representa um valor em dinheiro;  
  • porcentagem fixa: quando a alíquota representa bens, como imóveis.

O IOF é um imposto federal e isso indica duas coisas importantes: 1) o valor descontado vai para os cofres da União; e 2) é o governo quem determina o valor do imposto.

Quando o imposto aumenta, a operação financeira fica mais cara e isso pode impactar seus planos. Por isso, é bom ficar de olho.

Quando o IOF é cobrado?

O Imposto Sobre Operações Financeiras é cobrado quando… Operações financeiras acontecem. Mas não é sempre. Já falamos das operações de crédito, das cambiais e das que envolvem títulos (investimento).

Mas também existe cobrança de IOF quando você:

  • usa o cheque especial ou entra no crédito rotativo;
  • faz um empréstimo ou um financiamento;
  • faz um seguro;
  • resgata um investimento;
  • faz uso do cartão de crédito em compras fora do país (vale, inclusive, para compras online);
  • compra ou vende moeda estrangeira.

Sabendo disso, queremos esclarecer algo sobre o IOF do cartão de crédito: o imposto incide se você atrasar a fatura, ultrapassar seu limite, fizer financiamento com o cartão ou pagar somente o valor mínimo da fatura.

Quanto é a taxa do IOF?

A taxa do IOF Brasil pode variar ao longo do tempo e, por isso, vale sempre acompanhar o noticiário.

Em setembro de 2021, o governo anunciou um aumento de 36%, válido até o fim do ano, para operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários.

O valor do IOF varia de acordo com o tipo de operação realizada, com o valor dessa operação e com o tempo. A seguir, vamos te contar um pouco mais sobre algumas das situações em que o IOF é cobrado, com detalhes sobre o valor da taxa em cada caso. Veja!

Cheque especial ou crédito rotativo

Para pessoas físicas, a nova taxa é de 4,08% ao ano, sendo a diária de 0,01118%. Já para pessoas jurídicas, essa taxa é de  2,04% ao ano, com diária de 0,00559%.

Tanto para o cheque especial quanto para o crédito rotativo, há uma cobrança de 0,38% sobre o valor atrasado + uma taxa diária de 0,01118%. Vale saber que o acumulado de IOF diário não pode ultrapassar 3%.

Importante: para pessoas jurídicas do Simples Nacional ― você entra aqui se for MEI ―, a diária segue em 0,00137%.

Empréstimo ou financiamento

Outras operações bem comuns em que o IOF é cobrado são os empréstimos e financiamentos.

Nesses casos, também há uma taxa de 0,38% sobre o valor total + uma alíquota diária ou porcentagem de 0,01118% (para pessoas físicas) calculada de acordo com o prazo de pagamento.

Atenção: o financiamento de imóveis residenciais é isento de IOF, ok? Assim, você só paga o imposto nesse caso se estiver financiando a compra de um imóvel para uso comercial.

Câmbio de moeda estrangeira

O IOF de câmbio costuma ser uma preocupação de quem vai viajar para fora do país e acaba fazendo a compra ou venda de moedas estrangeiras em espécie.

Nesses casos, a alíquota cobrada pela operação é de 0,38%, para compra, e de 1,1% para venda.

Transferências internacionais

E já que estamos falando de câmbio, vale também falar sobre o valor do IOF no caso de transferências internacionais.

  • Contas de mesma titularidade

Se você tem uma conta em um banco no Brasil e quer transferir para outra conta, também sua, no exterior, paga 0,38% de IOF. O mesmo valor se aplica se o dinheiro vier de lá pra cá, ok?

  • Contas de titularidade diferentes

Agora, se a transferência for entre uma conta sua e uma de outra pessoa, o valor do IOF é de 1,1%.

Como calcular o IOF?

Acabamos de te mostrar alguns exemplos de situações em que o IOF é cobrado, mas ressaltamos, antes, que a taxa ainda depende do valor da operação e do tempo. Assim, é preciso calcular caso a caso.

A teoria é simples: basta multiplicar a quantia sobre o caso de incidência do IOF pelo valor do imposto referente ao tipo de operação. Vamos a um exemplo?

Vamos supor que você decidiu fazer uma compra online na gringa (tá chique, hein!) e o produto que você está comprando custa R$ 1.000.

A alíquota cobrada é de 6,38% e o cálculo fica assim: 1.000 x 0,0338 = R$ 63,80. Esse é o valor do IOF.

Se você achou complicado, fica a dica de que existem calculadoras de IOF à sua disposição. Basta pesquisar no Google e escolher uma para fazer sua simulação.

O que você ainda precisa saber?

Em geral, o IOF é cobrado automaticamente. Por isso, é importante que você saiba que o imposto existe e faça os cálculos para não se surpreender quando a conta chegar.

Caso você entre no cheque especial, por exemplo, o valor do IOF será descontado na fatura seguinte e isso não vai estar escondido de você, não! Basta conferir as informações que você encontra sobre a cobrança do imposto.

Agora, quando falamos da compra de moeda estrangeira, o valor do IOF costuma ser informado no momento da transação. O que queremos dizer com isso é que, de alguma forma, você vai saber que o imposto está lá.

Agora que você já sabe o que é IOF, pode ficar de olho na cobrança e se atentar todas as vezes que se deparar com alguma notícia sobre a mudança do valor da alíquota. Tudo para cuidar bem do seu dinheiro!

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Larissa Reis

Deixa que eu escrevo! Como jornalista, sempre acreditei no poder da comunicação bem feita para compartilhar informações relevantes, e é para isso que produzo conteúdo!
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