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Financiamento imobiliário: Vale a Pena?

A maioria dos brasileiros sonha ou já sonhou, em algum momento, em ter a casa própria. É o seu caso? Se sim, é importante que você conheça uma das formas mais comuns de conseguir realizar esse desejo: o financiamento de imóveis

Comprar uma casa ou apartamento tem custo alto, e quem não tem essa grana toda disponível pode pedir crédito para uma instituição financeira e pagar em várias parcelas (com adição de juros). 

Continue acompanhando para entender se essa pode ser uma boa alternativa para você!

O que é financiamento imobiliário?

O financiamento imobiliário é um tipo de crédito que pode ser solicitado por quem quer comprar imóveis novos ou usados. Em resumo, funciona assim: 

1. Quem quer comprar uma casa ou apartamento procura uma instituição financeira e pede dinheiro emprestado para fechar o negócio. 

2. O banco faz uma análise de crédito detalhada para verificar se pode ou não emprestar o dinheiro. Se a liberação for aprovada, e as condições forem aceitas pelo comprador, o contrato é assinado e a instituição realiza o pagamento ao vendedor do imóvel. 

3. O comprador recebe as chaves da casa ou apartamento e devolve o dinheiro emprestado (mais os juros, taxas e seguros) em várias prestações. O preço das prestações não pode ultrapassar 30% da renda familiar. Normalmente, é preciso dar um valor de entrada e o restante é financiado pelo banco em até 35 anos

Financiamento Minha Casa Minha Vida

O Programa Minha Casa Minha Vida é um programa do Governo Federal, criado para ajudar famílias de baixa renda a conquistarem a casa própria. A ideia é que famílias com renda familiar de até R$ 9 mil tenham mais facilidade e taxa de juros mais atrativas no financiamento imobiliário.

A iniciativa é dividida em faixas de renda, e quem recebe menos tem mais benefícios do governo — o programa só financia imóveis novos no valor de até R$ 300 mil. Para participar do processo também existem outras exigências, como:

  • não ser dono de imóvel ou ter outro tipo de financiamento imobiliário em andamento;
  • nunca ter recebido outros benefícios habitacionais do governo federal;
  • não ter dívidas com a União.

Como saber se vale a pena financiar uma casa ou apartamento?

Fazer um financiamento imobiliário envolve várias questões sérias, como a necessidade de fazer economias, resolver burocracias, arcar com custos e comprometer a renda familiar por vários anos

Sendo assim, para evitar problemas no futuro é preciso avaliar com cuidado os impactos para ter certeza de que entrar em um financiamento de imóveis é uma boa ideia. Confira alguns pontos que merecem ser analisados. 

Aluguel x Financiamento 

Muitos brasileiros crescem acreditando que morar em aluguel é um sinal de fracasso. Será mesmo? O consultor Financeiro Gustavo Cerbasi acredita que existem alguns casos em que alugar seja a opção mais vantajosa. 

Veja algumas das considerações do especialista sobre o assunto: 

  • morar de aluguel em uma área melhor localizada pode trazer economia com transportes e outros gastos. Essa economia gerada pode ser usada para dar uma entrada maior e ter mais descontos na compra do sonhado imóvel, futuramente;
  • a possibilidade de mudar de casa ou apartamento pode ser uma boa para pessoas que ainda não se estabilizaram profissionalmente. Caso recebam uma proposta de emprego em um bairro diferente, ou mesmo outra cidade, por exemplo, trocar de aluguel será mais simples;
  • viver em um imóvel mais simples, por alguns anos, pode ser útil para poupar dinheiro. 

É claro que sabemos que poupar dinheiro não é a realidade de muitas pessoas! Afinal, em muitos casos mal dá para pagar todas as contas do mês.

Nesses casos, é ainda mais importante pensar se vale à pena comprometer o orçamento nesse momento, ou se é melhor esperar uma fase em que você estará com um pouco mais de “respiro” nas finanças. 

Afinal, deixar de pagar o financiamento do imóvel pode trazer uma série de problemas: negativação do nome, perda da casa, entre outras questões complicadas.

Analise o Custo Efetivo Total do financiamento do imóvel

Confira qual será o CET (Custo Efetivo Total) do financiamento imobiliário. Afinal, estamos falando de um empréstimo que tem juros, taxas, tributos e outros encargos envolvidos.

Descobrir esse valor é imprescindível para comparar as propostas de bancos e escolher a opção mais em conta para você. Nem sempre a instituição que oferece a menor taxa de juros é a que tem o financiamento imobiliário mais barato. Fique de olho!

Nessa análise, é bom ter papel e lápis na mão! Sente-se em um local tranquilo e, se necessário, procure ajuda em vídeos no YouTube. Eles podem te ajudar a entender melhor como fazer essa conta!

Reflita sobre o seu estilo de vida 

A compra de uma casa ou apartamento é um grande compromisso financeiro. Para não agir por impulso e se arrepender após a assinatura do contrato, pense de forma racional sobre o seu estilo de vida e planos para o futuro. 

Essa reflexão é fundamental para que você compreenda se é o momento certo para comprar a casa própria e o que vai ser preciso fazer para alcançar esse sonho. 

Além de auxiliar na escolha do tipo de imóvel que será financiado. Um casal que pretende ter filhos, por exemplo, pode optar por comprar imóvel de 2 quartos. 

Agora, quem quer ter animais de estimação talvez se sinta mais confortável em uma casa, e não em um apartamento. 

Pensar na situação da família é importante também: é possível que seus pais ou avós em algum momento precisem morar com você, considerando o médio ou longo prazo?

Essas e outras questões podem influenciar sua decisão!

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Condições do mercado imobiliário 

A economia e a política do país interferem diretamente nos preços dos imóveis e nas taxas de juros oferecidas pelos bancos.

Atualmente, apesar das incertezas na economia, a Taxa Selic (taxa geral de juros) está baixa (4,25% ao ano). E isso significa que a taxa dos financiamentos bancários também está reduzida.

Por outro lado, esse cenário pode mudar, e é importante pensar nessas questões para se preparar para possíveis alterações no mercado.

Valor emocional 

Como dissemos no início, é muito comum que as pessoas tenham a casa própria como sonho de vida. Faz parte da cultura brasileira — essa vontade de ter um lugar próprio para reunir a família e os amigos foi passada de geração para geração. 

Se o financiamento de imóveis é a única opção para tornar esse sonho realidade, isso pode ser uma prioridade financeira, não acha?

Nesses casos, é fundamental que você se organize para ter certeza que conseguirá arcar com as parcelas e lembre-se: se você conseguir juntar um dinheiro antes, é ainda melhor. Quanto maior a entrada, menores serão as prestações.

Cuidados importantes antes de entrar em um financiamento

Decidiu que vale a pena fazer o financiamento da casa própria? Agora, é necessário se planejar! Separamos alguns pontos que merecem a sua atenção antes da assinatura do contrato. 

Faça simulações 

Lembra que falamos sobre a importância de saber o valor total do financiamento do imóvel? 

Existem vários bancos e construtoras que oferecem esse tipo de empréstimo. Por isso, antes de se decidir com qual irá fechar negócio, é fundamental realizar simulações para analisar: 

  • taxa de juros;
  • tipos de financiamento disponíveis;
  • prazo para pagamento do empréstimo;
  • a qualidade do atendimento;
  • quanto do valor do imóvel pode ser financiado. 

Felizmente, a maioria dos bancos faz a demonstração de valores pela internet. Nunca feche negócio com o primeiro que aparecer. Compare preços, condições e busque negociar! É o seu dinheiro que está em jogo. 

Verifique se o seu nome está limpo 

É mais difícil conseguir um financiamento imobiliário com o nome sujo. Afinal, as instituições financeiras realizam uma pesquisa detalhada nos Órgãos de Proteção ao Crédito para avaliar se podem ou não emprestar dinheiro para você. 

Apesar disso, para quem tem renda de até R$ 1.800 é possível conseguir um financiamento com o subsídio de até 95% do valor das prestações pelo Minhas Casa Minha Vida. 

Para ter mais opções e conseguir acesso a taxa de juros menores, é recomendado ter o nome limpo antes de solicitar crédito imobiliário. 

Por isso, em muitos casos, é melhor priorizar o pagamento de dívidas antes de assumir um compromisso financeiro tão longo quanto um financiamento da casa própria.

Organize a sua vida financeira

Você sabe o quanto ganha e quais são as suas principais despesas mensais? É essencial organizar a vida financeira antes de assinar o contrato e responsabilizar-se pelo pagamento das prestações do financiamento. 

Controle financeiro é necessário, inclusive, para ajudar na escolha do imóvel. O seu perfil financeiro pode ser útil para filtrar a pesquisa e definir:

  • valor da casa ou apartamento;
  • tamanho do imóvel;
  • regiões da cidade.

Tenha uma reserva de emergência 

O financiamento de imóveis é um contrato longo e é bom preparar-se para imprevistos que podem acontecer nesse período, como o desemprego e problemas de saúde. 

Tente se planejar para reservar uma quantia de dinheiro reserva todos os meses. Ainda que pareça pouco, esse dinheiro pode ser muito importante no futuro. 

Para isso, vale pensar em formas de garantir uma renda extra, ao menos durante o período do financiamento, para evitar que você tenha problemas maiores ou mesmo precise se endividar, caso tenha algum imprevisto financeiro.

Avalie o imóvel 

É essencial avaliar o imóvel com atenção para saber se ele é adequado para o que você precisa e tem um valor justo. Observe a localização, a segurança do bairro e o tamanho, a estrutura e a disposição dos cômodos. Além disso, faça visitas e tire todas as dúvidas com o corretor imobiliário. 

Não aceite receber imóveis fora das condições estabelecidas em contrato, para que não saia no prejuízo ou tenha que arcar com reformas ou consertos posteriores.

Seja detalhista e tenha muita atenção nesse momento!

O que fazer se não conseguir pagar o financiamento do imóvel?

Essa é uma situação complicada, mas é importantíssimo manter a calma para resolvê-la. A dica clássica é: se possível, a prioridade deve ser sempre o pagamento das dívidas, principalmente, se envolve a sua moradia. 

Claro que as necessidades básicas como alimentação, higiene, etc, devem estar em primeiro lugar. Por outro lado, caso não consiga arcar com o financiamento contratado, é bom pensar em formas de negociar e/ou alternativas para morar durante o período em que as finanças estão complicadas.

Isso é essencial para evitar cobranças judiciais, restrições no SPC e Serasa, e, em casos mais graves, que o imóvel seja leiloado pelo banco. 

Primeiro, reflita sobre o que mudou para que isso acontecesse:

  • a renda familiar diminuiu? 
  • Os gastos aumentaram? 
  • A prestação aumentou de valor? 

Entender o cenário é fundamental para pensar nas soluções. Caso a renda tenha diminuído, por exemplo, fazer uma renda extra pode ajudar. 

Seja qual for a situação, lembre-se que com dinheiro em mãos vai ser muito mais fácil negociar a dívida com o banco. Se não for possível negociar à vista e com descontos maiores, tente um acordo para pagar parcelado e voltar a dormir tranquilo. 

Como vimos, nem sempre é mais vantajoso entrar em um financiamento, mas é comum que essa seja a única forma de conquistar a casa própria. Sendo assim, é importante preparar-se para fazer da melhor forma possível. 

Planejamento financeiro é a palavra-chave quando o assunto é financiamento de casas e apartamentos.

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Carol de Assis

Mãe e redatora freelancer, aprendeu (depois de vários apertos) a importância de administrar bem o dinheiro e ter uma reserva financeira.

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