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Quitei minhas dívidas. Como não voltar a dever.

Quitei minha dívida. O que fazer para não voltar a dever?

Se você já passou pela experiência de quitar dívidas que comprometem grande parte do seu orçamento, sabe que essa é uma sensação libertadora.  

Chegar neste ponto exige muita determinação e esforço, principalmente quando precisamos abrir mão de muitas coisas para conseguir pagar as contas.

Agora chega uma nova fase, em que os cuidados são outros mas o desafio continua: para não se endividar novamente.  

Por isso nós separamos algumas dicas, simples, mas muito úteis, que podem te ajudar a manter o controle da sua vida financeira.  

Os benefícios de quitar suas dívidas 

Viver com a insegurança de ver as contas crescendo afeta não apenas o bolso, mas a saúde física, mental e a qualidade dos nossos relacionamentos. 

Dessa forma, quitar dívidas vai muito além de garantir o poder de compra. Para muitos, é a garantia de uma vida mais tranquila. 

E, além de tudo isso, existem outros benefícios práticos para quem está com as contas em dia.

Seu nome fica limpo  

Ter o nome limpo te permite dar próximos passos importantes e alcançar sonhos maiores, como alugar um apartamento, comprar um carro e até conquistar a casa própria.

Isso porque o seu cadastro no SPC e Serasa é usado por outras empresas para avaliar a possibilidade de te conceder crédito ou alugar um imóvel

Dessa forma, quando você está negativado, as chances são menores e você pode ser impedido de conseguir um empréstimo ou um financiamento.

Você recupera o controle financeiro 

Outro benefício de quitar as suas dívidas é a satisfação de assumir o seu controle financeiro. Afinal, agora o seu dinheiro que estava comprometido com contas e quitação de dívidas, pode ser usado para outros projetos e investimentos.

É bom para a saúde 

Estresse, angústia, insônia e ansiedade são exemplos clássicos das consequências que contas sem pagar podem trazer para sua saúde. 

Se a saúde financeira vai mal, a preocupação libera hormônios que afetam o funcionamento do seu corpo, o que além de ser preocupante, também pode representar mais gastos.

Um bom score no Cadastro Positivo 

Nem todo mundo sabe, mas é possível ter um cadastro de bom pagador e obter diversos benefícios. 

Isso acontece através do Cadastro Positivo, que é um banco de dados que registra o seu currículo como bom pagador, para que as empresas consultem e possam te dar condições especiais. 

Por exemplo: juros menores, parcelamentos maiores, melhores condições de pagamento, maior crédito…

Desde julho de 2019 o Cadastro Positivo é feito automaticamente. Para consultá-lo é só acessar o site do Serasa e fornecer o seu CPF.

O que fazer para não voltar a dever? 

Toda vez que se livra de uma conta, logo aparece outra? Talvez esteja na hora de refletir sobre alguns hábitos e investir na sua educação financeira.  

Mas se você chegou até aqui é porque já identificou que algo precisa ser feito e está no caminho certo. Por isso vamos te ajudar com algumas dicas de como não cair de novo no ciclo das dívidas.

1. Organize suas finanças 

Não tem jeito. Você precisa ter controle sobre o dinheiro que entra para saber o que e como ele pode sair.

Por isso, conheça todas as suas despesas e identifique onde e com o que você gasta o seu salário. 

Depois, separe os seus compromissos financeiros por grupos. Por exemplo: 

  • Contas essenciais
    • Água
    • Luz
    • Aluguel
    • Condomínio
    • Transporte
  • Compras essenciais
    • Alimentação
    • Produtos de limpeza
    • Medicamentos
  • Lazer

Essa visão te ajudará a entender como o seu dinheiro tem sido distribuído e quais são as economias que você consegue fazer. É importante ter um limite de gastos para cada área — que não precisa ser uma regra, mas ajuda a manter o controle.

2. Planeje seus gastos 

Vai fazer uma compra maior? Se programe!  

A organização é fundamental para entender o impacto de qualquer decisão na sua rotina financeira. 

Existe uma regra para evitar que você se torne um consumidor arrependido e ela diz o seguinte: quer muito comprar uma coisa? Espere uma semana e veja o quanto você ainda quer.

Se você quiser saber o quanto esse pensamento pode mudar a sua vida, busque na sua memória — ou na sua fatura — todas aquelas compras que você fez por impulso. Aquilo que você jurou que precisava na hora, mas depois nunca mais fez uso.  

Essa noção ajuda a repensar os seus hábitos de consumo, além de organizar suas finanças para que você consiga comprar o que quer sem ficar endividado.

3. Tenha uma reserva para emergências

Este é um dos pontos mais importantes do seu planejamento e deve se tornar um lema na sua vida: tenha uma reserva de emergência. 

Você pode começar separando um percentual entre 5 e 10% do seu salário.  Ou mesmo que 50 reais por mês, para começar de algum lugar e ter uma reserva para evitar se endividar em caso de emergências.

4. Se dê um valor de presente

Separe um valor, mensal ou bimestral, destinado para matar o seu desejo de comprar.

É dessa maneira que você vai conseguir comprar aquela blusinha ou qualquer outro mimo que você mereça sem ficar com aquele sentimento de culpa. E, colocando um limite, você evita passar dos limites e ao mesmo tempo se permite um pouco. Afinal nem tudo na vida é pagar contas. 

5. Pense antes de gastar 

Muitas vezes, os nossos gastos excessivos estão relacionados a outras questões — ansiedade, por exemplo — que precisamos identificar e resolver o quanto antes. 

Faça uma análise sincera com você mesmo sobre como estava a sua situação emocional na hora que comprou algo que não precisava. Estava feliz demais? Ou precisava de um motivo para se alegrar?

Para ajudar, você pode fazer as seguintes perguntas toda vez que quiser levar algo para casa: 

  • Eu quero ou eu preciso?
  • Quais os benefícios?
  • Quais os riscos?
  • É o melhor momento?  

6. Anote os gastos 

Você já teve a impressão de que o seu dinheiro evapora e você nem sabe onde ele está indo? E aquela sensação de pânico toda vez que recebe a fatura do seu cartão?  

Vamos concordar que como os gastos são feitos por você mesmo, nada deveria ser uma surpresa. Mas se isso acontece com frequência, comece a fazer uma lista com tudo que você compra.  

É importante colocar, inclusive, itens mais baratos, como aquela corrida de Uber que custou pouco mais de R$5.00. Quando somados, esses pequenos gastos podem fazer uma diferença enorme na sua fatura.  

7. Organize as datas de vencimento 

Mesmo que você tenha o hábito de colocar pagamentos no débito em conta, mantenha um calendário com todas as datas de vencimento.  

Com essa dica você consegue se programar para os compromissos financeiros evitando surpresas — como não ter dinheiro para pagar uma conta e precisar apelar para o Cheque Especial.  

8. Faça listas de compras 

Esqueça a ideia de ir às compras sem uma lista de compras. Os corredores do supermercado são projetados com gatilhos que te incentivem a comprar, e você não pode cair neles!

O ideal é montar a sua lista antes de sair de casa. Assim, você não esquece daquilo que realmente precisa. No final do mês, as pequenas economias que conseguir fazer nessas situações são capazes de gerar um impacto no seu orçamento.  

9. Pesquise antes de comprar 

Aproveite o Google e pesquise muito antes de comprar. Compare preços, benefícios, formas de pagamento e sempre que possível busque descontos

Muitos produtos têm um preço menor se comprados pela internet. Se a loja tiver uma filial na sua cidade, você ainda economiza o frete buscando direto lá.  

Somente com esse hábito você muitas vezes pode adquirir um produto pela metade do preço. Apenas mantenha o foco para não acabar levando outros itens que até podem estar na promoção, mas você não precisa naquele momento.  

A sua pesquisa também vale para escolher as melhores datas de compra, pois elas interferem nos preços. Aproveitar o final de cada estação pode ser uma excelente forma de garantir peças de vestuário mais baratas, por exemplo. 

E se eu perder o controle? 

Antes de tudo, não se desespere. 

O desespero pode te levar a tomar decisões sem pensar, como pegar um empréstimo sem ter a certeza de que conseguirá quitá-lo.

Depois de respirar fundo, pense: quais foram os motivos que fizeram abandonar o seu plano? Talvez seja necessário adaptar alguns pontos na sua estratégia para a sua realidade, e acima de tudo, identificar os motivos que te fizeram gastar além da conta.

Depois disso, volte para o ponto 1: organize suas finanças. Tenha em mente que recomeços fazem parte do processo de educação financeira e sem eles é impossível ter controle sobre o seu dinheiro

Giane Fagundes

Jornalista, apaixonada por viagens. Passou a se dedicar à educação financeira porque acredita que a vida não pode ser resumida a pagar boletos.

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